Nossa História
História
do NEU – Origem, Consolidação e Missão
2008
– 2012: As Raízes e a Fundação
A
história do Núcleo de Estudos Umbandistas – NEU começou de forma simples
e inspirada, em 2008, na cidade do Guará (DF).
Naquele
tempo, um pequeno grupo de trabalhadores espirituais participava de uma casa
universalista que realizava sessões de orientação kardecista e, ocasionalmente,
trabalhos com entidades ligadas à Umbanda.
Em
agosto de 2008, movidos pelo desejo sincero de entender a Umbanda de forma
profunda e respeitosa, esse grupo formou um núcleo de estudos dentro da
casa, dando-lhe o nome de Núcleo de Estudos Umbandistas (NEU).
O
propósito era claro: estudar, compreender e dignificar a Umbanda, evitando
interpretações superficiais e preconceituosas.
O
grupo passou, com autorização dos dirigentes da casa, a conduzir as sessões de
Umbanda, o que gerou grande interesse entre os frequentadores.
Em
novembro de 2008, organizaram um evento especial em homenagem aos 100 anos
da Umbanda, marcando simbolicamente o nascimento da semente que se tornaria
o NEU.
Com
o passar dos meses, o envolvimento e a dedicação cresceram.
Os membros criaram apostilas, adquiriram um datashow e prepararam materiais de
estudo com recursos próprios.
Contudo,
em fevereiro de 2009, a direção da casa universalista decidiu, sem aviso
prévio, encerrar o trabalho do grupo.
Foi
então que Jorge Caetano, dirigente e educador espiritual, decidiu deixar
definitivamente a casa.
Algum
tempo depois, os antigos membros o procuraram, pedindo que o estudo continuasse.
Em abril de 2009, as reuniões foram retomadas, agora na garagem da casa de
Jorge, em encontros quinzenais.
Durante
uma dessas reuniões, em julho de 2009, uma entidade espiritual manifestou-se
com clareza e orientação:
aquele
grupo deveria iniciar o desenvolvimento mediúnico e, no tempo certo,
fundar uma nova casa de Umbanda — não como mais uma, mas como uma
instituição voltada ao estudo e à elevação moral da religião.
Suas
palavras ecoam até hoje:
“Trabalhem
para engrandecer o nome da Umbanda, porque, para denegrir, já tem muita gente
trabalhando.”
A
partir desse momento, começou a proto-história do NEU.
No
final de 2009, o grupo foi acolhido pelo Centro Espiritualista Obreiros da
Vida Eterna (CEOVE), na Estrutural, onde teve início o desenvolvimento mediúnico.
Em junho de 2010, realizaram o primeiro atendimento ao público e
aprovaram o primeiro estatuto da casa — o NEU, enfim, tornava-se
realidade.
Com
o crescimento do grupo, em 2011, os estudos deixaram a garagem e foram para uma
sala comercial na QI 01 do Guará, primeira sede oficial da instituição.
Em 2012, com o apoio do casal Enrico e Danielle, o NEU mudou-se para a
QE 12 do Guará, onde o Congá foi inaugurado.
Mas,
ao final daquele ano, com a transferência do casal para o Rio de Janeiro e o
grupo reduzido a nove membros, o NEU encerrava um ciclo importante, cheio de
aprendizados e desafios.
2013
– 2017: Consolidação, Desafios e Renascimento
Em
janeiro de 2013, os nove membros remanescentes decidiram alugar uma loja
comercial na QI 14 do Guará, onde recomeçaram os trabalhos de estudo e
desenvolvimento mediúnico.
Em
julho daquele ano, o NEU deu um passo marcante: transferiu para a nova sede
os atendimentos ao público, encerrando o ciclo do CEOVE e afirmando sua
autonomia.
Foi
um período de crescimento intenso.
As
giras estavam sempre cheias, os estudos atraíam novos interessados, e a
reputação da casa como centro de estudo e prática responsável da Umbanda
se fortalecia.
Mesmo com o espaço pequeno, o número de médiuns e consulentes aumentava, assim
como as melhorias estruturais e doutrinárias.
Em
2014, a casa enfrentou uma nova provação interna, marcada por
desentendimentos e saídas de membros.
Apesar
do abalo, o NEU manteve-se firme, sustentado pela espiritualidade e pela
dedicação de seus integrantes.
Logo
o equilíbrio retornou, e os atendimentos voltaram a crescer, ultrapassando mil
consulentes em um único ano — um marco na história da casa.
Os
anos de 2015 e 2016 foram dedicados ao estudo e à produção
intelectual.
Sob a coordenação de Jorge Caetano, o NEU realizou uma pesquisa de campo
sobre a Umbanda que resultou no lançamento do livro O Transtorno de
Identidade de uma Religião, em julho de 2016, atraindo novos
estudantes e fortalecendo a identidade doutrinária da instituição.
Nesse
período, o Curso de Introdução à Umbanda consolidou-se como a principal
porta de entrada para novos membros.
Em
agosto de 2016, formou-se a emblemática Turma 6, que marcou a
chegada de Viviane, hoje uma das celebrantes da casa.
O
NEU vivia um momento de intensa prosperidade espiritual.
Mas, em 2017, um grupo pequeno iniciou um movimento de intrigas,
causando um novo abalo interno.
A
casa suspendeu temporariamente os atendimentos por três meses para
reorganização.
A espiritualidade, porém, transformou o momento em expurgo e renovação,
afastando os que não estavam em sintonia com a missão da casa.
Em
setembro de 2017, durante a Festa das Crianças, o NEU reabriu
suas portas — e o retorno foi triunfal.
A
assistência lotou novamente, o trabalho renasceu com força e disciplina, e a
corrente se fortaleceu como nunca.
2018
– 2022: Expansão, Consolidação e Conhecimento
O
crescimento foi tão grande que, em maio de 2018, o NEU transferiu-se
para uma nova sede, na QI 08 do Guará.
O
novo espaço proporcionou conforto e melhor organização, marcando o início de
uma fase de plena expansão.
Chegava
também uma nova turma de alunos, entre eles Flávia, futura celebrante
da casa.
O
ano de 2019 consolidou o NEU como referência em estudo e prática de Umbanda.
Em novembro, a assembleia aprovou a criação do Curso Superior de Teologia de
Umbanda, previsto no Estatuto desde a fundação.
O
curso foi preparado com rigor acadêmico e espiritual, e, em 2020, mais
de sessenta alunos se matricularam — o início de um sonho realizado.
Com
a chegada da pandemia de COVID-19, o curso precisou se reinventar.
As aulas passaram a ocorrer on-line (EaD), com aulas síncronas e grande
adesão.
As atividades mediúnicas foram suspensas até meados de 2021, quando a
casa reabriu com limitações e protocolos sanitários.
Em
2022, o NEU retomou plenamente seus trabalhos, e a procura pelos
atendimentos foi recorde.
Mesmo
com o espaço lotado, cada gira era um momento de fé, amor e caridade.
O Curso Superior ganhou reconhecimento nacional e internacional, com
alunos de todo o Brasil e de outros países.
Ainda
em 2022, o guia Pai Tomé nomeou oficialmente as celebrantes Viviane e
Flávia, confirmando a maturidade espiritual da casa.
O
NEU encerrava o ano consolidado, cumprindo plenamente sua missão: estudar,
ensinar e servir à Umbanda com dignidade e amor.
2022
até os dias atuais: Maturidade, Expansão e Missão Social
Com
a maturidade institucional e espiritual alcançada, o NEU deu mais um passo
decisivo.
Em assembleia, foi criado o Projeto de Assistência a Animais em Situação de
Risco, reafirmando que a Umbanda é uma religião que celebra a vida, não
o sacrifício.
O
projeto nasceu do amor coletivo dos médiuns e dirigentes, e simboliza a
essência da casa: caridade, ética e compaixão.
Com
isso, o NEU consolidou-se sobre três pilares fundamentais:
- O
Culto à Umbanda
– giras, firmezas e trabalhos espirituais.
- O
Estudo e o Conhecimento
– ensino doutrinário e formação teológica.
- A
Caridade Ativa
– auxílio a irmãos humanos e animais.
O
Curso Superior de Teologia de Umbanda continua crescendo e formando
alunos em todo o país.
O
NEU é hoje reconhecido como um centro de difusão doutrinária e moral da
Umbanda, unindo fé, conhecimento e serviço.
“Enquanto
alguns sacrificam, nós ajudamos e amamos.”
O
trabalho segue firme: as giras são regulares, as firmezas constantes e as
reciclagens de médiuns mantêm viva a disciplina vibracional.
Cada
trabalhador entende que ser médium do NEU é viver a Umbanda como caminho de
aprendizado e caridade.
Estudo
– Disciplina – Caridade.
Com
o olhar voltado para o futuro, o NEU segue crescendo em luz, guiado por Deus,
pelos guias e pela união fraterna de seus filhos.
“A
Umbanda é a luz que acolhe, o estudo que liberta e o amor que transforma.”
Síntese
da Jornada
O
NEU é o resultado da fé que persiste, da disciplina que organiza e do amor que
transforma.
De uma garagem simples no Guará nasceu uma escola espiritual que hoje forma
consciências e eleva corações.
Que
cada novo membro compreenda que esta casa é mais que um terreiro — é um templo-escola,
onde o saber e a caridade caminham juntos.
E
que cada trabalhador, ao vestir o branco, lembre-se sempre:
“Trabalhem
para engrandecer o nome da Umbanda, porque, para denegrir, já tem muita gente
trabalhando.”
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